Feira do Livro: A poesia é o lugar do inesperado
O passado deve servir como parâmetro para a construção do novo e não como algo a ser eliminado. Essa foi a tese defendida pelo escritor Antônio Carlos Secchin, que esteve presente na 2ª edição da Feira do Livro de São Luís, promovida pela Prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Cultura (FUNC). Toda a palestra de Secchin foi baseada no fazer poético, tanto na teoria, quanto na prática. Por essa razão, ele fez questão de falar sobre o que considera importante para a construção de sua poesia. E uma das coisas que destacou foi o combate à arbitrariedade e ao dogmatismo da vanguarda, que promove um verdadeiro esquecimento de antigas produções, em nome de um novo que pode se tornar pura cópia ou uma escrita sem fundamentação. Secchin afirmou que todas as pessoas precisam considerar o que foi feito por gerações passadas. Mas quem trabalha com literatura, deve ter o cuidado de utilizá-lo sempre. “Precisamos ter uma relação de respeito com o que foi produzido no passado, sem eliminar a cr...